 Com a popularização da internet, as pessoas que tinham vergonha de comprar material pornográfico nas bancas de jornal e lojas de revistas encontraram uma alternativa. Pela web era possível ver fotos e vídeos eróticos sem qualquer pessoa julgando seu gosto e sua condição sexual. Mulheres e homossexuais tiveram acesso a materiais que antes tinham uma dificuldade maior devido ao receio de que os atendentes das bancas e lojas pudessem fazer algum comentários desrespeitoso ou condená-los pelas costas. A mente das pessoas também evoluiu com a internet. E hoje em dia os vendedores julgam menos os clientes, ou pelo menos disfarçam bem o que pensam sobre o que o comprador deseja, afinal, ele está pagando pelo produto.

Mas nem sempre isto ocorre, como explico a seguir com um exemplo que eu mesmo vivi recentemente. A loja FNAC, da Avenida Paulista, é conhecida pelos freqüentadores intelectuais ou pelo menos ‘cabeças’. Mas também é pelo de moderninhos e pessoas com alto poder aquisitivo, com gostos bem variados. Talvez por este motivo, pelo público que recebe todos os dias, seus vendedores estejam acostumados a vender livros destinados a pessoas que gostam de uma literatura mais “elaborada”. Isto não justifica que eles menosprezem que procura um livro mais light, engraçado, despretensioso ou simplesmente divertimento para horas de lazer. Em dezembro fui até a FNAC procurar o livro “Cleycianne - Uma serva do Senhor no mundo da Internet”, de Thiago Pereira. O vendedor que me atendeu demorou para entender o título da obra e quando finalmente o fez disparou a pérola: “não está no sistema, não trabalhamos com este tipo de livro. Ele é a cara da Livraria Cultura”. Logo depois comentou com um colega: “cada pedido que aparece” e sorriu. Senti-me ofendido, mas ignorei. Nesta semana a situação se repetiu quando fui novamente à loja procurar o livro “Como Assim, Bial - As Maiores Pérolas da Casa Mais Vigiada do Brasil”. Na obra, Pablo Peixoto (de “Porra Mauricio” e “Cala a Boca, Galvão”) elenca as frases clássicas do “Big Brother Brasil”. Quando perguntei do livro para o vendedor (um diferente do mês anterior, mas da mesma loja) ele soltou a expressão: “nossa, tem isto?”. Pouco tempo depois, ao consultar o computador, ele disse: “graças a Deus, não tem” e riu. Talvez possa parecer engraçado querer ler um livro como “Cleycianne” ou “Como Assim, Bial?”, mas nem sempre estamos com vontade de relaxar lendo “A Privataria Tucana”.
 Em 2001 o cantor Carlinhos Brown teve uma participação polêmica no evento Rock in Rio, quando foi alvo de garrafadas, pedradas e xingamentos. Alvo do preconceito dos fãs de Rock, o artista baiano saiu com feridas físicas e psicológicas. Agora chegou o momento da “vingança” de Carlinhos Brown, que ao lado de Sérgio Mendes concorre ao Oscar de Melhor Canção Original pela música "Real in Rio", da animação “Rio”. Somente uma música do filme “Muppets” concorre com a dupla, em um ano de rigorosa seleção pela Academia das Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Em um comunicado oficial divulgado por Brown ele destaca o árduo trabalho para chegar até este reconhecimento: "Acho que Ary Barroso continua o mestre da Música Popular Brasileira e nós, seus seguidores, trilhamos com afinco o caminho positivo de 'Central do Brasil'”. De fato, ser artista no Brasil é um grande desafio. Fazer sucesso então, é quase um pecado! Em 2002 o cantor MC Serginho e o dançarino Lacraia sofreram inúmeras críticas da mídia e do “público cabeça” após o sucesso da música “Égua Pocotó”. O que os pseudo-intelectuais esqueciam de citar era que este retorno financeiro era um fato incrível de dois artistas negros, que saíram da favela, sendo um deles homossexual. Duas pessoas que conseguiram vencer honestamente, graças a um trabalho autoral. O mesmo preconceito sofre hoje em dia o cantor Michel Teló e a banda Restart. Os músicos do Restart fazem no Brasil um sucesso similar ao de Justin Biber nos Estados Unidos, mas não ganham o mesmo destaque e respeito da mídia especializada. Assim como o astro norte-americano, os músicos brasileiros são rapazes bonitinhos, mas que também são bons músicos, que sabem tocar. Michel Teló é alvo de constate criticas na internet por seu sucesso no exterior. “É esta a imagem que passamos lá fora”, diz um; “Vão achar que só tem isto no Brasil”, reclama outro; “É a nossa chance de cuspir o lixo de volta em cima dos gringos”, esbraveja um terceiro. O que estas pessoas não percebem é que o que é lixo pra uma pessoa é a arte e o sustento de outra. Nem todos são obrigados a gostar do mesmo estilo musical, mas respeitar já será um bom começo.

Neste mês começaram os trabalhos de dublagem da quarta temporada do desenho animado “Chaves”. Os dois estúdios que dublavam a animação fecharam as portas em 2011 e foram trocados. Em vez da carioca Herbert Richars, entrou a Rio Sound. No lugar da paulista Álamo, foi contratada a DuBrasil. Sendo que a responsabilidade pelo trabalho é a casa de dublagem do Rio de Janeiro, que aluga a de São Paulo para que os dubladores que moram no Estado possam fazer seus personagens. Diante desta noticia lembrei-me de uma matéria que comecei a fazer em 2009 para a finada revista CRASH (Editora Escala) sobre a troca de dubladores que ocorreu entre a primeira e a segunda temporada do desenho. Foi um trabalho de pesquisa bem complicado, que acabou não sendo publicado, pois a CRASH foi descontinuada (cancelada). O motivo da matéria é que entre as duas primeiras temporadas de “Chaves” foram trocados os dubladores de cinco personagens, sendo quatro deles moradores de São Paulo, onde um estúdio era alugado (a Álamo) para que eles pudessem trabalhar. A grande dificuldade para escrever a matéria foi o desencontro de informações. Sim, escrever sobre dublagem no Brasil é uma tarefa bem difícil, complicada. A maioria dos estúdios não confia nos jornalistas e no que será divulgado, pois estão acostumados com a mídia “detonando” a dublagem. Os estúdios não possuem assessores de imprensa e (com raras exceções) não mantém um contato direto com os fãs. Confiar nas declarações de dubladores também é bem complicado, pois muitas vezes eles acabam puxando a sardinha pra determinado lado da história e soltando informações como: “dublador X é favorecido por ser parente da pessoa Y”, ou, “o estúdio W paga os profissionais fora dos valores de tabela, todos que trabalham lá são antiéticos”. Na maioria das vezes exigindo o anonimato. Pior ainda é acreditar em tudo que fãs postam na internet. Um exemplo claro ocorreu com a série “Yu-Gi-Oh!”, onde os admiradores do animê acusaram o estúdio Parisi Vídeo de não pagar o dublador do personagem Marik, e em virtude disto ele teria deixado de trabalhar na animação. A informação está errada por um simples motivo: o dublador do Marik era José Parisi Jr., dono do estúdio, que teve um problema na garganta e não podia mais dublar.

Diante disto resolvi comparar o que eu li em fóruns da internet (informações que fãs supostamente TERIAM coletado com os dubladores atuais da série ou pessoas ligadas diretamente ao trabalho, sem fontes confirmadas ou concretas) e informações que consegui diretamente com os dubladores substituídos ou profissionais que trabalhavam com eles na época. Confira o resultado abaixo!
Seu Barriga O que eu li na internet: O SBT teria decidido que os personagens Seu Barriga e Nhonho teriam a mesma voz na animação, a exemplo do que ocorre na série clássica live action. Assim eles tinham optado por escalar o dublador Gustavo Berriel (a voz do Nhonho) para os dois papéis, dispensando o ator que fazia o Seu Barriga. O que eu descobri fora dela: Conversei com Marcelo Torreão, ex-dublador do Senhor Barriga, e ele me disse que a empresa Herbert Richars ainda tinha pendências financeiras com ele da primeira temporada por isto ELE não tinha aceitado a escala da segunda temporada. Ele só voltaria a dublar lá, se o débito fosse quitado. Fãs que ajudaram na tradução de alguns episódios me confirmaram que também não tinham recebido pelo trabalho. Uma opção seria o dublador paulista Gilberto Baroli, que tinha dublado o personagem nos DVDs, com aprovação dos fãs. Dona Clotilde O que eu li na internet: Após o falecimento de Helena Samara (dubladora original paulista) foi escalada a carioca Beatriz Loureiro, que já tinha sido pré-aprovada pelo SBT antes do primeiro ano ser dublado para o caso de Helena recusar o trabalho. O que eu descobri fora dela: É inegável o triste falecimento de Helena Samara, mas também é claro que os fãs não foram ouvidos – ou não se fizeram ouvir o suficiente. Na internet a sugestão mais forte era de que a paulista Maralise Tartarine assumisse o personagem, ou que fosse convocada Alna Ferreira, que fez a voz da atriz Anabel Gutiérrez em “Clube do Chaves”. Porém nunca foram feitos testes em São Paulo. Patty O que eu li na internet: A carioca Aline Ghezzi passou a dublar a personagem, pois Leda Figueiró, dubladora original da personagem, teria se aposentado. O que eu descobri fora dela: Estranhei muito esta noticia, pois Leda ainda dirigia no estúdio Dublavídeo na época. Liguei na casa de dublagem e confirmei que ela ainda dublava e não teria recebido nenhuma escala de outro estúdio. Mas mesmo se Leda recusassem o trabalho, o estúdio Álamo já tinha uma voz próxima a dela no gatilho, a de Rita de Almeida, que teria inclusive feito um episódio do primeiro ano (posteriormente redublado por Leda antes de ir ao ar). Outra opção seria escalar Cecilia Lemes, dubladora que está na ativa e também tinha dublado a Patty na série clássica de “Chaves”. Godinez O que eu li na internet: Duda Espinoza teria assumido o papel, pois Alexandre Marconatto teria recusado a escala pois estava dirigindo no Studio Gabia e este pequeno trabalho seria na Álamo. O que eu descobri fora dela: Marconatto na mesma época estava dublando um filme justamente na Álamo e não dirigia tanto no Studio Gábia como antes. Ele também não é um dublador conhecido por recusar trabalhos, seja grande ou pequeno, ainda mais que ele mesmo tinha se escalado para o papel de Godinez quando a série foi redublada para DVD no Studio Gabia. Além disto, o dublador Élcio Sodré – que também tinha feito o Godinez na série clássica – estava disponível em São Paulo e os fãs tinham localizado Silton Cardoso, a primeira voz do personagem. Tia Gloria O que eu li na internet: Os fãs alegam que a carioca Andréa Murucci foi convocada para a dublagem já que a paulista Tânia Gaidarji não pode ser localizada pelo estúdio já que ela, ou estaria viajando para o exterior, ou não dublava mais. O que eu descobri fora dela: Esta foi fácil... Conversei com Tânia e foi fácil localizá-la. Ela estava na ativa, no Brasil, dublando filmes no estúdio Sigma e nunca recebeu escalas para a segunda temporada de “Chaves”.

Conclusão: Diversos dubladores, do Rio e de São Paulo, que nunca dublaram “Chaves” levantaram a teoria que o estúdio Herbert Richars estava com grandes dificuldades financeiras e prestes a fechar. Assim, era muito caro alugar um estúdio em São Paulo, então quanto menos esta atitude fosse feita mais econômico ficaria o trabalho. Também sairia mais em conta trabalhar com profissionais contratados da casa de dublagem carioca. Assim, seria mais fácil trocar dubladores de personagens pequenos, com poucos anéis, que pouco falariam na animação, mas que ocupariam o precioso tempo ($$$) de técnicos de dublagem da Álamo e gerariam o custo de mandar um diretor de dublagem do Rio para São Paulo. Mas como eu disse na introdução desta matéria, é BEM complicado encontrar informações oficiais no meio da dublagem. É difícil saber até que ponto podemos acreditar em um informante que pede anonimato. No fim, talvez tenha sido bom a matéria não ter sido publicada. Esta é mais uma das lendas de “Chaves” no Brasil, que talvez continue sem uma resposta oficial, como o caso dos capítulos da série clássica com duas dublagens, os episódios perdidos, os direitos autorais dos dubladores, etc...
Em tempo: Se alguém tiver outra explicação ou justificativa para as mudanças, podem me enviar por e-mail. Estou sempre aberto a postar as opiniões de todos os envolvidos.
Atualizado dia 26 de janeiro às 10h15: Segundo o dublador Gustavo Berriel, a atual voz do Nhonho e do Seu Barriga, na quarta temporada da animação será trocada novamente a voz da Tia Glória: "Glória terá nova voz, Isis Koschdoski. Segundo Peterson (Adriano, diretor de dublagem), a Andrea Murucci não está podendo gravar devido a outros compromissos".

Neste domingo, 22, a cantora Rita Lee anunciou sua aposentadoria dos palcos. Com diversos problemas de saúde, que incluíram uma adenomastectomia (cirurgia preventiva de retirada dos seios para evitar o câncer de mama), a artista de 64 anos deve se despedir do mundo dos shows no sábado, 28, na praia Atalaia Nova, em Aracaju. Quem não teve a chance de ver Rita Lee ao vivo, nos palcos, perdeu a chance de conhecer um outro lado da artista. Famosa por composições que ficaram famosas nas vozes de outras interpretes como “Alô, Alô Marciano” (Elis Regina) e “Mutante” (Daniela Mercury), Rita viu seu lado cantora ser descoberto recentemente por uma nova geração que lotavam seus shows em busca dos conselhos da “Rainha do Rock Brasileiro”. Os que ouviam as canções de Rita Lee apenas em CDs podiam considerá-la apenas como uma interprete razoável, mas quem a viu nos palcos conheceu uma artista multitalentosa. Se tivesse nascido nos Estados Unidos, Rita Lee talvez tivesse sido um ícone pop como Madonna. Rita sabia interpretar uma música como poucas cantoras. O figurino exótico, aliado ao jeito único de dançar e interagir com a platéia fazia de seus shows um momento único, onde existia espaço até para reagravações dos Beatles e um cover de Michael Jackson. Fora dos palcos Rita Lee também foi uma artista versátil – assim como Madonna – e mostrou seu lado atriz (em novelas como “Vamp”), dubladora (com Rê Bordosa) e até mesmo apresentadora de TV (na MTV). Os brasileiros perderam a chance de ter a alegria dos grandes shows de Rita Lee e os paulistas perderam “a tua mais completa tradução”.

O SBT sempre foi um canal popular, criado por Silvio Santos para atingir as massas e vender carnês do Baú e Telesenas. Talvez por este motivo seja surpreendente que jornalistas da emissora estejam dando tantas opiniões fortes nos últimos meses. Rachel Sheherazade ganhou fama nacional em 2011 ao afirmar que o Carnaval "virou negócio dos ricos" e saiu da TV Tambaú, afiliada do SBT na Paraíba, diretamente para a bancada do “SBT Brasil”, substituindo o veterano Carlos Nascimento. Neste ano, Neila Medeiros, âncora do jornal "SBT Brasília", da filiada do SBT no Distrito Federal, se revoltou no ar o Secretário de Obras de Luiziânia, e passou um sermão ao vivo no politico, ganhando fama no YouTube e gerando boatos de que poderia apresentar o “Jornal do SBT” com Carlos Nascimento. Diante da “ameaça” de tantas moças poderosas e cheias de opinião, Carlos Nascimento resolveu também manifestar seus pensamentos na semana passada. Durante o “Jornal do SBT” o jornalista criticou o suposto caso de estupro do "BBB 12" e o viral da internet "Menos a Luiza que está no Canadá". O âncora disparou: “Ou os problemas brasileiros estão resolvidos ou nós nos tornamos perfeitos idiotas. Porque não é possível que dois assuntos tão fúteis possam chamar a atenção de um país inteiro". Vamos agora analisar a declaração de Nascimento... Será que é de hoje que a TV brasileira está tão “idiota” e dando espaço para absurdos como um “estupro”? Em 1982, o programa “O Povo na TV”, do SBT, mostrou ao vivo a morte de um bebê de nove meses. Em 1993, o telejornal “Aqui Agora” leva ao ar – também ao vivo – o suicídio de uma jovem de 16 anos. Em 1999, o apresentador Carlos Massa, prejudicou as negociações para libertação do irmão do cartão Zezé de Camargo, que tinha sido sequestrado, ao propor no “Programa do Ratinho” a criação de um número de telefone para arrecadar doações para o resgate. Pode ser que o problema então seja mais novo... Talvez o fato da TV estar dando muito espaço para “modinhas da internet”. Mas, quem está dando este espaço? Em 2009 o SBT levou a cantora Ximbica para explicar seu sucesso online no “Programa da Eliana” e no “Programa da Gente”, do cantor Netinho. No mesmo ano a emissora fez a cantora Stefhany (do Cross Fox) ser humilhada em rede nacional durante o “Esquadrão da Moda”. Por fim, o “Domingo Legal” vive explorando a exaustão vídeos do YouTube para levantar o Ibope. Tudo bem, podemos alegar que são “programa de entretenimento” e não “jornalismo sério”... Então vamos lembrar como os telejornais do SBT mostram como os “problemas brasileiros estão resolvidos”. Nos jornais comandados por Nascimento preciosos minutos foram gastos recentemente com matérias muito relevantes, como os bastidores da novela “Amor e Revolução”, a pré-estreia do programa “Cante se Puder”, da filha de Silvio Santos, e o retorno dos “episódios perdidos” do seriado mexicano “Chaves” ao SBT. Em defesa de Carlos Nascimento podemos destacar que é louvável um jornalista ter esta opinião dentro do SBT, e que ele pode estar fazendo sim uma autocrítica à emissora. Também podemos frisar que ele pode ter tido uma boa intenção e apenas manifestou sua opinião no momento errado. Mas no fim das contas, preciso concordar... Sim Carlos, você está certo: os problemas do Brasil ãno resolvidos; mas eu não me tornei mais idiota por causa disto.

João Carvalho está em uma área coberta perto da piscina, sentado em um dos sofás do local ele fuma calmamente seu cigarro, comprado a duras penas com muitas “estalecas” (moeda do programa). A seguir a câmera mostra Renata, também fumando, próximo a entrada da casa, uma varandinha também com cobertura. A cena acima ocorreu no “Big Brother Brasil 12” e é muito preocupante em uma época em que o politicamente correto está dominando a TV brasileira e a patrulha dos “chatos do Twitter” querem encher o reality show de regras. Fumantes existem aos montes em uma grande cidade como o Rio de Janeiro – onde fica a casa do “BBB” – e, naturalmente, eles estão representados no programa. O que ocorre é que existe uma lei que proíbe fumar em locais públicos fechados, e nesta legislação se incluem locais sem parede, mas com telhados fixos (como os que estavam Renata e João Carvalho). Se a patrulha do politicamente correto começar a caçar regras e leis vai dizer que os participantes do “BBB” não podem fumar nestes locais pois a casa estaria dentro do PROJAC, espaço de gravação de uma emissora de TV aberta, uma empresa, portanto, um ambiente “público” nas normas da lei anti-fumo. Mas o objetivo não é que a casa do “BBB” seja um reflexo de uma casa normal? De uma residência onde pessoas moram e convivem? Se estamos falando de um reality show que emula a vida real, eles podem sim fumar nestes locais, afinal, em uma casa particular esta lei não vale. É um assunto por deveras complicado, mas que ainda não caiu na boca dos telespectadores da Rede Globo; que já provaram recentemente ser mais de 190 milhões de juízes, com poder de condenar online um pessoa sem julgamento. Será que os patrulheiros do Twitter vão pedir uma multa para a Rede Globo por permitir que pessoas fumem em um local público? Eu não duvido. Para os chatos de plantão fica o consolo da Rede Record, que esconde os fumantes do seu reality show, “A Fazenda”. Na última edição do programa rural, cerca de 80% do elenco fumava e era obrigado a ir até um “cercadinho”, sem câmeras, para poder dar suas tragadas. No principio duas pessoas podiam ir juntas ao fumódromo “da Fazenda”, desde que não conversassem por lá. Mas após a regra ser descumprida, a direção do show passou a deixar ir apenas uma pessoa por vez satisfazer seu vício. Mas até para a solução da Record os juízes do Twitter podem encontrar uma condenação. Em estão 15 de dezembro de 2011, a presidenta Dilma sancionou a lei que proíbe fumódromos em todo o país. É, esta cada vez mais difícil fazer TV no Brasil.

Durante os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara a Rede Record acusou a Rede Globo de piratear imagens da competição em um comunicado oficial distribuído para a imprensa: “As imagens exibidas pela Globo não foram cedidas pela Record, única detentora dos direitos no Brasil. A medida foi ilegal”.
Nesta terça-feira, dia 17, durante toda a tarde, os programas “Record Noticias” e “Tudo a Ver” exibiram imagens do programa “Big Brother Brasil” sem autorização da Rede Globo.
As imagens são de propriedade da Globosat e foram exibidas através do pay-per-view da Net.As cenas mostravam os participantes Monique Amim e Daniel Echaniz, do “BBB”, em cenas que insinuavam uma situação sexual.
O tempo das imagens do “BBB” exibidas pela Record foi superior a minutagem do Pan transmitida pela Rede Globo no ano passado.
As cenas dos brothers com insinuações sexuais também seriam impróprias para o horário em que foram exibidas pela Rede Record. De acordo com as regras da classificação indicativa do Ministério da Justiça as imagens seriam adequadas para maiores de 16 anos, podendo ser transmitidas na tv aberta somente após às 22 horas.
A Rede Globo não exibiu as cenas consideradas fortes em seus telejornais. No “Jornal Nacional” desta terça apenas cenas congeladas foram mostradas. No domingo seis segundos da movimentação em baixo do edredom foram ao ar no reality show. A exibição foi após às 23 horas.

Quando o apresentador José Luiz Datena pediu demissão da Rede Record em 2011 alegou que estava sendo censurado pela emissora. Além de ser proibido de dar entrevistas, o jornalista estaria tendo que maneirar em alguns temas de seu programa, não podendo mostrar – por exemplo – casos de agressões a homossexuais no “Cidade Alerta”.
Aparentemente a ira de Datena contra a censura cessou após seu retorno para a Rede Bandeirantes. O apresentador agora ficou mais calado e tenta evitar polêmicas com a emissora onde trabalha.
Questionado na última segunda-feira, dia 16, por Adriane Galisteu, sobre as polêmicas do “Big Brother Brasil”, Datena não se conteve e disse ao vivo que acha reality shows um lixo, não poupando nem mesmo os programas da Band: "'BBB', 'A Fazenda' e outros que têm aqui, que eu não vou falar, porque estou proibido de falar porque é daqui...", disparou o jornalista, referindo-se a atrações como “Mulheres Ricas”.
Será que o leão virou vegetariano? O que será que deixou Datena tão mansinho de repente?
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